Em 30 segundos
- O Senado deve receber do TCU, até 30 de outubro, a proposta de alíquota da CBS, e precisa fixá-la até 15 de dezembro.
- A CBS substitui PIS e Cofins e começa a ser cobrada em janeiro de 2027. Em 2026, as empresas só destacam o tributo nas notas, sem pagar.
- Os números que circulam (cerca de 9,21% de CBS e 18,7% de IBS) ainda são estimativas, não alíquotas oficiais.
- Empresas do Simples que fizeram alguma opção para 2027 ainda podem desistir entre 3 de novembro e 20 de dezembro.
O que está acontecendo
A Reforma Tributária troca cinco tributos sobre o consumo por dois: a CBS, federal, que substitui PIS e Cofins, e o IBS, de estados e municípios, que substitui ICMS e ISS. Durante 2026, as empresas estão apenas informando a CBS nas notas fiscais, em caráter de teste. Segundo a Agência Senado, até 9 de outubro quase nove em cada dez documentos fiscais já traziam essa informação.
Agora chegou a hora do número de verdade. O Tribunal de Contas da União calculou a alíquota de referência da CBS a partir de uma proposta da Receita Federal e deve entregá-la ao Senado até 30 de outubro. O Senado tem até 15 de dezembro para fixar essa alíquota por resolução, e a cobrança começa em janeiro de 2027.
As estimativas mais citadas falam em algo perto de 9,21% para a CBS e 18,7% para o IBS, quase 28% somados. Mas atenção: esses números ainda não são oficiais, e a lei prevê que a alíquota de referência total não passe de 26,5% em 2033.
O que isso significa para sua empresa
A CBS não é só uma troca de nome. Ela muda a forma de calcular o imposto e, com isso, mexe em três pontos que todo empresário sente no caixa:
- Preço e margem. Quem calcula preço com base no PIS e na Cofins de hoje pode errar a conta em 2027. Para uns a carga sobe, para outros cai, e isso depende do setor e da cadeia de fornecedores.
- Créditos. O novo modelo amplia o direito de abater o imposto pago nas compras. Quem organiza bem as notas de entrada paga menos; quem não organiza deixa dinheiro na mesa.
- Competitividade no Simples. Se seus clientes são empresas fora do Simples, a forma como você recolhe a CBS e o IBS influencia o crédito que eles conseguem aproveitar. Isso pode pesar na hora de escolherem você ou o concorrente.
O que fazer agora
- Simule preço e margem com a alíquota estimada e com um cenário mais pessimista. Não espere o número final para descobrir que sua margem some.
- Revise contratos longos com clientes e fornecedores. Veja se existe cláusula de reequilíbrio para mudanças tributárias.
- Confira seu emissor de notas. Os campos de IBS e CBS já são exigidos na NF-e e, desde outubro, na NFS-e de padrão nacional para a maior parte dos serviços. Sistema desatualizado pode travar o faturamento.
- Arrume o cadastro de produtos e serviços. A classificação fiscal correta de cada item vai definir quanto você paga e quanto de crédito gera.
- Se sua empresa é do Simples, reavalie a escolha para 2027 pensando em quem são seus clientes. A janela para desistir de uma opção feita vai de 3 de novembro a 20 de dezembro de 2026.
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No diagnóstico, a Jaqueline simula o impacto da Reforma Tributária nos números da sua empresa e mostra o que ajustar antes de janeiro.
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Conteúdo informativo. Cada empresa tem uma situação própria: antes de tomar decisões, converse com um profissional de contabilidade.